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Quais são as habilidades necessária para cursar Engenharia?

Existem inúmeras habilidades e qualidades necessárias para se tornar um engenheiro de sucesso. A carreira é conhecida por sua dinamicidade, elevado nível técnico e muitos desafios que fazem dos engenheiros profissionais muito requisitados no mercado de trabalho.

O campo de atuação é bastante diversificado. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as áreas que mais empregam engenheiros são:

construção;

serviços prestados às empresas;

administração pública e seguridade social;

eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana.

De acordo com o IPEA, há uma estimativa de crescimento de 3.73% ao ano na demanda por engenheiros no Brasil. Em algumas áreas específicas da engenharia, como metalurgia, materiais e minas, o aumento será de até 4.17% ao ano até 2023, levando em conta crescimento de 3% do produto interno bruto (PIB) ao ano.

Qual é o perfil dos alunos que cursam engenharia?

Para ajudar o futuro aluno a identificar se possui o perfil de um estudante de Engenharia, montamos uma lista com quatro características comuns aos discentes da área.

1 – Competência para resolver problemas complexos

Não importa a especialidade – Engenharia Civil, Mecânica, Produção, Elétrica, Ambiental – o dia a dia na profissão exige que problemas complexos e desafiadores sejam solucionados. Essa realidade começa já na sala de aula.

Durante o curso, o aluno será estimulado a desenvolver o raciocínio lógico, abstrato e prático. É comum também a simulação de situações de conflito que possam vir a surgir no mercado de trabalho.

2 – Conhecimento e aptidão para as ciências exatas

Cada curso de engenharia possui uma grade curricular diferente e voltada para atuação específica do profissional formado. Mas, independentemente da especialização, noções gerais de cálculo, estatística, computação, geometria, mecânica e ciência dos materiais serão abordadas.

Como esses conhecimentos são necessários para a carreira, o aluno do curso tende a ter afinidade ou pelo menos interesse por esses campos do conhecimento. É comum que a curiosidade já exista durante o ensino médio, mas não é preciso se preocupar caso você não tenha sido o melhor da turma em matemática nos anos de escola. O interesse e a vontade para aprender fazem toda a diferença na aquisição de qualquer conhecimento.

3 – Organização e boa gestão do tempo

Na faculdade sempre surgem diversas atividades fora da sala aula que são essenciais para a construção de um currículo acadêmico rico. Por isso, é preciso muita organização para ficar com os estudos em dia e poder participar das atividades acadêmicas, estagiar e concluir o curso no prazo.

Mas não é preciso desespero. As faculdades contam com estrutura de suporte para o aluno e os anos da graduação tendem a ser um período inesquecível e muito positivo.

A competência de gestão de tempo adquirida durante o curso também será muito valorizada no cotidiano profissional, tanto para elaborar e executar projetos, quanto para gerir equipes.

4 – Criatividade

Apesar de serem conhecidos como profissionais racionais, focados em números e fatos, o engenheiro e os alunos da Engenharia costumam ser pessoas muito criativas e inovadoras.

Essa característica se mostra muito útil já que a criação de novas soluções faz parte do escopo de trabalho do profissional. Projetar, desenvolver e supervisionar um novo empreendimento ou projeto exige visão, irreverência e capacidade de propor novas soluções em prazos geralmente apertados.

Dicas para facilitar o dia a dia em sala de aula

Ao escolher ingressar em curso de Engenharia, é importante observar alguns comportamentos que podem fazer dos anos em sala de aula mais proveitosos e divertidos.

1 – Descubra o seu estilo de aprendizado

Cada estudante aprende de forma diferente. Alguns são visuais (aprendem por meio de imagens e entendimento de espaço), outros são auditivos ( ao escutar retém melhor a informação) e outros são físicos ( colocar a mão na massa é o mais efetivo para a construção de novos aprendizados). Há também os alunos que misturam um pouco de cada uma das formas de aprender.

Como estudante de engenharia ter consciência de como você aprende é uma grande vantagem, principalmente se o estilo do professor não for ao encontro do seu modelo preferido de aprendizado. Assim, você conseguirá adaptar as atividades e o conteúdo ao seu padrão de retenção de conhecimento.

2 – Aproveite as monitorias

Os monitores são alunos que já passaram por uma determinada matéria e trabalham na universidade, como uma atividade extra-curricular, ensinando alunos de semestres anteriores.

Como eles já conhecem os professores e a matéria eles conseguem passar o conteúdo de uma forma que se enquadre a perspectiva do aluno. É um relacionamento mais próximo e há uma identificação maior entre aluno e monitor.

3 – Forme um grupo de estudos

As principais vantagens de formar um grupo de estudos ao cursar engenharia são:

*encontrar soluções que não teriam sido pensadas ao estudar sozinho;

*avaliar os problemas e questões sob novas perspectivas;

*é criado um ambiente no qual é propício o aprendizado entre pares (pessoas com o mesmo nível de competência e capacitação);

*fomenta o trabalho em equipe, competência necessária para o mercado de trabalho.

Fonte: G1/Admirável mundo novo/AMPESC

Construção civil tem plano para 1 milhão de empregos.

Atingido em cheio pelas investigações da Lava Jato e pela recessão econômica, o setor de construção civil quer virar o jogo e protagonizar a retomada do crescimento do País. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresenta nesta quarta-feira, 13, aos parlamentares um plano que promete criar 1 milhão de empregos sem nenhum centavo de subsídios do governo. A articulação do setor com o governo também tem sido intensa.

“Da mesma forma que as privatizações puxaram a economia nos anos 90, agora é a hora da construção civil”, avalia o presidente da CBIC, José Carlos Martins. A retomada das 4.738 obras que se encontram paradas é um ponto prioritário. “Isso é emprego na veia”, afirmou. “E não é em uma cidade A, B, ou C, é em todo o País.”

Segundo o presidente da CBIC, há muitos casos de obras que são tocadas entre o governo federal e as prefeituras que, por alguma razão, não começaram. Estima-se que haja entre R$ 2 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) depositados em contas de prefeituras e sem uso por causa de dificuldades burocráticas e jurídicas. “Tem de achar uma solução técnica para isso.”

A reforma da Previdência, prioridade do governo federal em sua relação com o Congresso, é o item número um da lista de 18 pontos elaborada pela entidade que será entregue aos parlamentares. “Mas não é só ela”, diz Martins. Ele explica que, sem eliminar pontos inibidores do investimento, a melhora no ambiente macroeconômico com a aprovação da reforma da Previdência trará resultados menores do que poderia.

As propostas passam por um novo marco legal para a concessão de licenças ambientais para a realização de obras, que são uma etapa muito demorada do processo. A CBIC defende que as análises pelos órgãos federais envolvidos, como Ibama, Funai e Instituto de Patrimônio Histórico, por exemplo, corram em paralelo. “E queremos regras claras, porque hoje elas não são.”

FGTS

Outro ponto que preocupa o setor é a possibilidade do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para outras finalidades que não sejam aposentadoria ou aquisição da casa própria. O FGTS é a principal fonte de financiamento do mercado imobiliário, respondendo por dois terços do total. O recado aos parlamentares é que, por mais bem intencionadas que sejam eventuais novas liberações, o impacto é negativo para o setor de habitação.

Martins defende também a reversão de um veto do ex-presidente Michel Temer a um projeto de lei de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que buscava reduzir a insegurança jurídica para a atuação de empresas do setor. Hoje, explica Martins, o risco de ter o patrimônio pessoal comprometido faz com que os funcionários públicos prefiram não decidir nada. Isso provoca uma paralisia na relação do Estado com as empresas e afeta, por exemplo, as concessões em infraestrutura.

Num quadro onde nem prefeituras nem governo federal têm recursos, a aposta é nas concessões e Parcerias Público-Privadas. A proposta da CBIC é usar técnicos da Caixa para ajudar a estruturar concessões nos municípios. E, no caso federal, reformar o modelo que, avalia Martins, foi construído para beneficiar grandes empreiteiras.

Fonte: Estadão

PIB da construção civil deve crescer 2% em 2019, diz Sinduscon-SP

Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil brasileira deve crescer 2,0% em 2019, de acordo com projeção divulgada nesta terça-feira, 5, pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Se a estimativa se confirmar, representará o fim de um ciclo de cinco anos de quedas consecutivas no nível de atividade do setor. O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018. No acumulado dos últimos 12 meses até novembro de 2018, a baixa estava em 2,3%.

A perspectiva tem como base a projeção de um crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto do País neste ano. “Há expectativa de melhora na economia de modo geral, o que tende a elevar os investimentos. E as expectativas para a construção refletem esse cenário”, afirmou a coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, durante coletiva de imprensa.

Pelo lado positivo, Ana Maria destacou a elevação da confiança de consumidores e de empresários com a definição do novo governo após as eleições, além de um quadro de inflação e juros sob controle, com tendência de redução gradual do nível de desemprego. Já entre os aspectos negativos, o principal problema é a questão fiscal e a necessidade de reformas para reequilibrar as contas públicas. “Toda a expectativa de desenvolvimento do ano está baseada na capacidade de o governo sinalizar um encaminhamento para a questão fiscal”, disse.

Já no campo da construção, o nível de atividade deve ser impulsionado pelo consumo de materiais, especialmente por pequenas empreiteiras e por obras domésticas. Esse segmento deve crescer 3,5% em 2019. Já o segmento de grandes obras empresariais, que englobam mercado imobiliário, infraestrutura e prestação de serviços especializados, deve mostrar elevação de 1,0%.

A expectativa é de início das obras dos empreendimentos residenciais lançados no último ano, o que ajudará a aquecer o setor. “O mercado imobiliário deve comandar a atividade, com projetos destinados à média e alta renda, e o Minha Casa Minha Vida com um peso grande”, afirmou Ana Maria. Já o segmento de infraestrutura segue com baixo nível de investimentos, ponderou. “Infraestrutura ainda é uma promessa. Tem uma agenda de concessões e obras, que se confirmarem só irão se concretizar nos próximos anos”.

A queda do PIB da construção no último ano frustrou as expectativas do Sinduscon e da FGV, que esperavam o retorno do indicador para o campo positivo. De acordo com a coordenadora da FGV, os solavancos da economia nacional e as incertezas provocadas pelo período eleitoral provocaram uma desaceleração no ritmo esperado de crescimento do PIB nacional no último ano, inibindo os investimentos em construção, especialmente em infraestrutura. “Havia expectativa de que haveria reversão do quadro de queda em 2018, o que foi frustrado”, disse.

Por outro lado, Ana Maria avaliou que houve uma amenização do cenário, com retomada dos lançamentos e das vendas de imóveis, redução dos distratos, expansão dos financiamentos imobiliários e aumento na confiança de empresários e consumidores. “O ano de 2018 não foi positivo, mas pode ser considerado um ano de ‘despiora’. As taxas não passaram para o campo positivo, mas ficaram menos ruins”, explicou.

MCMV

A faixa 1 do Minha Casa Minha Vida – que é destinada à população de baixa renda e que recebe subsídios do Tesouro Nacional para o acesso à moradia – deve seguir paralisada neste ano, de acordo com estimativa do presidente do Sinduscon-SP, Odair Senra. “A faixa 1 deve ficar hibernada enquanto o problema fiscal existir”, afirmou, durante coletiva de imprensa.

Segundo Senra, não existem, no momento, discussões dentro do governo federal ou entre as entidades empresariais para reativar a faixa 1, mas ponderou que há interesse em retomar as conversas. “Como entidade, estamos empenhados em retomar esse assunto, mesmo que demore um pouco para se recolocar em operação”, comentou.

Ana Maria Castelo disse que as contratações na faixa 1 do programa habitacional foram pequenas em 2018, com períodos de paralisação. Para 2019, a tendência é que o cenário continue, segundo ela. “Em 2018, a faixa 1 praticamente não rodou e imagino que para 2019 não será diferente. Enquanto a situação fiscal continuar restrita, é difícil imaginar que o governo vai destinar dinheiro para essa faixa”, apontou, lembrando que esse cenário aumenta os desafios de se equalizar o déficit habitacional no País.

Fonte: www.em.com.br

Os brasileiros e as vagas de emprego nos EUA na área de construção civil.

HÁ VAGAS PARA PEDREIRO, PINTOR, CARPINTEIRO, ENTRE OUTROS CARGOS.

Quem tem planos de se mudar para os EUA deve considerar a área de construção civil como uma boa oportunidade de encontrar emprego. Várias empresas americanas do setor contratam brasileiros e existem processos de recrutamento que acontecem no Brasil.

Há oportunidades de trabalho para pedreiro, pintor, servente, carpinteiro, entre outros profissionais.

Trabalhar nos Estados Unidos para ter qualidade de vida, segurança e receber em dólar é o sonho de muita gente.  Segundo dados do Itamaraty, há mais de 1,3 milhão de brasileiros vivendo no país. Só no estado da Flórida se concentra 300 mil.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho dos EUA, o porcentual de imigrantes trabalhando no país é de 17,1%, ou seja, mais de 27 milhões de pessoas. Entre as áreas que mais empregam, está a construção civil, que sempre tem boas oportunidades para quem tem disposição para trabalho pesado.

Construção civil é um setor com alta de demanda de mão-de-obra. Em geral, os estrangeiros que atuam nessa área não precisam estar com o inglês na ponta da língua, por isso é uma boa chance para os recém-chegados ao país.

Um trabalhador da construção civil recebe salário de U$14,88 por hora. Na medida em que ele se especializa e ganha experiência, ele pode ocupar posições mais altas na empresa, como operador de máquinas pesadas ou gerente de projetos. Esses cargos contam com remunerações generosas e competitivas.

Homens sem experiência com obras podem ocupar funções básicas, como ajudante de pedreiro, que carrega materiais de construção. Nesse caso, o salário médio é de U$600 por semana. Por outro lado, se o brasileiro já sabe fazer alguma atividade de obra, como assentar piso ou pintar paredes, o seu salário aumenta e chega a U$900 semanalmente. Quem possui conhecimentos avançados recebe em torno de U$1.200 a U$1.500 por semana.

Mulheres também tem espaço na área de construção civil nos Estados Unidos. Elas geralmente trabalham na limpeza pós-obra, após a casa ou prédio ser construído.

O valor do salário varia de acordo com a cidade onde o brasileiro trabalha. Em Nova York, as remunerações são maiores, mas o custo de vida é caro.

VAGAS NA ÁREA DE CONSTRUÇÃO NOS EUA EM 2019

No início de janeiro, uma empresa na cidade de Suzano, em São Paulo, anunciou 600 vagas na área de construção civil fora do Brasil. As oportunidades contemplam não só os Estados Unidos, mas também Portugal.

O processo seletivo espera contratar encanadores, pedreiros, soldadores, serventes, pintores, carpinteiros, montadores, gesseiros, marceneiros, pintores, serventes e armadores.

Os brasileiros, selecionados para ocupar as vagas nos EUA, receberão salário de no mínimo R$6 mil. O contrato de trabalho tem duração de seis meses e contempla a construção de um shopping em Miami.

As inscrições para essas oportunidades já foram encerradas, mas vale a pena ficar de olho nos anúncios de vagas no setor de construção civil, pois as empresas americanas sempre precisam de mão-de-obra. E alguns recrutamentos acontecem no Brasil mesmo.

DICAS PARA TRABALHAR COM CONSTRUÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Você não precisa aguardar o próximo processo seletivo no Brasil para ter uma chance. Ao invés disso, experimente seguir algumas dicas para arrumar trabalho na construção civil. Confira:

1 – ADQUIRA EXPERIÊNCIA

Se você não tem qualificação ou experiência na área de construção civil, fica complicado encontrar emprego nos EUA ou qualquer outro país do mundo. Portanto, invista em cursos de capacitação na área e busque trabalhos no Brasil, antes de tentar a vida no exterior. O mercado formal está impossível? Faça bicos na área de construção.

2 – ESTUDE INGLÊS

O domínio da língua inglesa é fundamental para abrir portas no mercado de trabalho e até mesmo para trabalhar como autônomo. Portanto, antes de arrumar as malas e seguir viagem para os Estados Unidos, entre numa escola de idiomas e estude muito. Você também pode contar com cursos gratuitos online de inglês.

3 – FIQUE DE OLHO NAS CONSTRUTORAS AMERICANAS

Grandes construtoras atuam nos Estados Unidos e contratam estrangeiros para projetos, como é o caso da Bechtel Group.

4 – FAÇA CONTATO COM OUTROS BRASILEIROS

A comunidade de brasileiros nos EUA é grande, principalmente na Flórida, onde o setor de construção civil move parte da economia. Portanto, faça contato com conterrâneos através de grupos no Facebook e conquiste oportunidades.

5 – CONQUISTE INDICAÇÕES

Além de trabalhar para uma empresa americana de construção, você pode procurar serviços por conta própria nos Estados Unidos para aumentar a sua renda. Os nativos costumam gostar do trabalho dos profissionais brasileiros, por isso dão um voto de confiança. E se você tiver um bom desempenho, seja como pedreiro, pintor, carpinteiro ou outra função, vai conquistar indicações para novos trabalhos.

 

Fonte: www.opetroleo.com.br

REAPROVEITAR REJEITOS DA MINERAÇÃO PODERIA ACABAR COM AS BARRAGENS.

As barragens que se romperam nas regiões de Brumadinho e Mariana eram do mesmo tipo: alteamento a montante – mais barato e considerado ultrapassado pelos especialistas, pois a fundação é menos resistente porque a barragem vai crescendo em cima dos próprios rejeitos, com paredes em degraus que vão subindo para dentro. Há outros modelos considerados mais seguros: – na barragem de alteamento a jusante, a barragem cresce com degraus para fora, e isso dá mais estabilidade, permite a compactação desses degraus e a instalação de filtros e drenos, chegando a custar até três vezes mais para as companhias de mineração. “Normalmente, as barragens são construídas pelo método de montante pelo aspecto econômico. Elas são barragens que trazem muito mais risco de ruptura do que as barragens de jusante. Eu acho mesmo uma temeridade que continua a se construir barragens, porque, mesmo bem planejadas, projetadas, operadas, monitoradas, ainda assim elas contêm um risco muito grande”, afirma Maria Eugênia, professora de engenharia técnica da USP. Já no empilhamento a seco, os rejeitos passam por técnicas para a retirada da água, ficam mais sólidos e são depositados em áreas protegidas por diques. A tecnologia já avançou a ponto de criar a mineração a seco, sem uso de água e barragens. A própria Vale afirma que, no Norte do país, 80% da produção é assim. Em Minas Gerais, a companhia diz que ampliou de 20% em 2016 para 32% em 2018 o processamento a seco.
REAPROVEITAMENTO
Na UFMG, a lama da mineração é transformada em pó e depois em cimento e tijolos. Uma casa de 46 metros quadrados foi construída do piso ao teto com lama da mineração e com custo 30% menor do que o método tradicional. “Eu diria que se nós tivéssemos começado isso em 2012, em 2032 a gente teria aí só 42% dos rejeitos dentro da barragem. Então é uma curva gradativa. Ela não consegue ser da noite para o dia. Da noite para o dia, a gente poderia parar de estocar a lama como a gente estoca. Passar a ter um rejeito drenado, temporário, para diminuir a carga das barragens. Porque nós estamos com cargas extremamente altas”, diz o Professor do Departamento de Engenharia de Minas.
Fonte: G1.

Governo quer antecipar nova tecnologia para baratear Minha Casa, Minha Vida.

 

 

 

A equipe econômica estuda tornar obrigatório o uso de uma nova tecnologia para a construção de casas populares no programa Minha Casa, Minha Vida a partir de 2022. Até agora, o uso do Building Information Modeling (BIM) — em português, Modelagem da Informação da Construção — era previsto apenas para 2028. A estratégia pode baratear as obras em até 20%.

Isso porque a modelagem é feita em três dimensões. Assim, o construtor sabe exatamente onde ficarão portas e janelas, por exemplo. Não será preciso, por exemplo, construir uma parede para depois quebrá-la para encaixar batentes. A diferença não está na construção, que ainda é feita com tijolo e cimento. O que muda com essa tecnologia é a forma de erguer a obra. Tudo é feito como se a casa ou prédio saíssem de uma impressora 3D.

Para construir nesse formato é preciso ter um banco digital de imagens de portas, encanamentos, janelas e outros itens. É como se fosse uma grande biblioteca. As grandes empreiteiras já têm esse tipo de arquivo, mas as pequenas ainda não.  A ideia é disponibilizar isso gratuitamente para todos os construtores e dar maior competitividade para os menores, aumentando a concorrência no mercado.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está à frente desse programa. A equipe econômica de Jair Bolsonaro deu novas diretrizes para a única agência que ficou no guarda-chuva do super Ministério da Economia. Ela terá de desenvolver soluções para o mercado e setor público para “digitalizar” a economia.

Terá de pensar propostas para estimular, por exemplo, a indústria 4.0, cidades do futuro, BlockChain e outras iniciativas de tecnologia que podem ter rápido impacto econômico.

— Agora, nosso único foco é a digitalização da economia. Vamos ser um Big Data que gera inteligência para vários setores — falou o presidente da instituição, Guto Ferreira.

Um projeto piloto deve começar no município paulista de Monteiro Lobato, que tem apenas 4 mil habitantes, para torná-lo uma cidade do futuro. O programa é espelhado na cidade do Porto (Portugal), que é uma referência de tecnologia onde, por exemplo, o fluxo de ônibus é controlado por sensores.

Ferreira afirmou ainda que a agência também deve apresentar para o novo comando do Exército novos trajes tecnológicos. As roupas dos soldados brasileiros devem ter sensores de temperatura, localizador por GPS, tecido que limpa lama e até placas solares para o carregamento de dispositivos eletrônicos.

Fonte: Globo.com

“Nada vai segurar o boom imobiliário”

Sem  Surpresas negativas na economia em 2019, empresário espera um novo ciclo de crescimento para o setor

Entrevista com

Elie Horn, presidente do conselho de administração da Cyrela.

Passada a fase mais dura da crise que derrubou a construção civil, um dos empresários mais emblemáticos do setor vê a aproximação de um “novo boom imobiliário” no País. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, diz o fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, Elie Horn. Ele acredita que, com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem.

A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, diz o empresário de 74 anos. A incorporadora lançou neste ano uma nova marca, a Vivaz, com foco em empreendimentos populares, dentro do programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida, que deve responder por 30% dos novos projetos nos próximos cinco anos.

O otimismo de Horn com o setor se estende ao futuro governo, cuja equipe econômica ele classifica como “sensacional”. O empresário é próximo do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem chegou a fazer negócios. Os dois investiram juntos, há cerca de dois anos, na criação da Hospital Care, empresa voltada para a compra e administração de hospitais no País. Os aportes foram feitos pelo fundo Abaporu, da família Horn, e pela gestora Bozano Investimentos, da qual Guedes era sócio e de onde agora está se desligando para assumir o cargo público a partir de janeiro.

Embora continue indo diariamente à Cyrela, Horn se afastou das tarefas executivas do dia a dia e passou o bastão da presidência para os filhos Raphael e Efraim. Ele está fazendo um tratamento contra o Mal de Parkinson, doença que o acomete há quase seis anos. Mas a maior parte do seu tempo está voltado para a prática do judaísmo, da filantropia e para reuniões com outros empresários em busca de doações para causas sociais.

Em parceria com Rubens Menin, controlador da MRV, Horn lançou neste mês a ONG Bem Maior, que atuará na conscientização e na mobilização da sociedade civil para fomentar ações sociais. A meta do movimento é dobrar a participação das doações empresariais em relação ao PIB brasileiro nos próximos dez anos, passando de 0,2% para 0,4%. O próprio empresário está puxando a fila, e já anunciou o compromisso de doar em vida 60% de sua fortuna estimada em R$ 3 bilhões para caridade. A seguir, trechos da entrevista.

Qual sua expectativa para o País em 2019?

Estou animadíssimo. A equipe técnica do governo é muito boa, a equipe econômica é sensacional. Acho que estamos vivendo uma virada. Nos últimos dois meses, temos visto muitos lançamentos e muitas vendas. Os números são muito bons. Tudo nos leva a crer que teremos ótimos quatro anos.

O sr. acredita que o governo tem capacidade de colocar em prática as reformas e acelerar o crescimento da economia?

O governo depende da economia. Ele não tem como se sustentar sem um bom resultado da economia. E como a equipe técnica é muito boa, acredito que vai dar certo.

A melhora esperada para o País vai chegar de modo relevante ao setor imobiliário?

Com certeza. O setor imobiliário depende do País. Se o País vai bem, o setor também irá.

O sr. planeja crescimento das operações da Cyrela no próximo ano?

Se Deus quiser, vai ter crescimento. O último bimestre está indo muito bem. Vendemos em torno de R$ 800 milhões neste bimestre de outubro a novembro. Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos.

E como estão os efeitos dos distratos?

O distrato é uma tristeza econômica, política e até moral, pois não é normal que o vendedor receba o apartamento de volta depois de vendido. O incorporador toca as obras com o valor recebido das vendas. Se tem de devolver o dinheiro do apartamento, como fica? A empresa morre. Só sobrevivemos por milagre. Temos um caixa sólido e bom planejamento, mas muitas empresas não sobreviveram.

O sr. ficou satisfeito com o teor da lei dos distratos? O projeto aprovado na semana passada no Senado, e que agora segue para a Câmara, prevê multa de até 50% para o comprador do imóvel que optar pela rescisão do negócio. Até então, a multa era decidida por juízes e oscilava entre 10% e 25%.

Se for aprovado, sim (risos).

Se a lei de distratos for mesmo aprovada, quais seriam as consequências imediatas para o setor?

Nós aumentaríamos os investimentos imobiliários. A regulamentação destrava decisões de investimento ao se gerar mais confiança e garantias. É uma virada de mesa. Daria início a um novo ciclo para o setor. Após superados anos de crise e com os distratos resolvidos, não tem mais nenhum problema que irá segurar o boom imobiliário. Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado. Nós crescemos 100% ao ano por dois anos seguidos lá trás. Isso foi muito indigesto.

Os problemas desse crescimento exagerado afetam o balanço da empresa ainda hoje. Isso está superado?

Infelizmente tivemos problemas do passado com sócios e empreendimentos locais (fora de São Paulo, local de origem da Cyrela), que mexeram com os resultados da empresa. Espero que não tenhamos mais surpresas negativas. E também tivemos muitos distratos, que afetaram os resultados. Foram R$ 9 bilhões de imóveis em distratos nos últimos cinco a seis anos, isso é uma fortuna. Uma empresa só aguenta isso se for muito bem preparada financeiramente. Acho que a partir de 2019, sem mais surpresas negativas, iremos entrar em resultados positivos por muito tempo.

Como a Cyrela vai se posicionar nesse potencial ciclo de crescimento?

Temos de vender bastante e aproveitar todas as faixas do mercado possíveis. Erramos ao atrasar a entrada no Minha Casa Minha Vida, mas finalmente entramos. Esse mercado é a cara do País. Até alguns poucos meses atrás, as únicas empresas do setor que ganhavam dinheiro eram aquelas que estavam no Minha Casa.

Há segurança de que o novo governo dará continuidade ao Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa e o Bolsa Família sustentam uma grande parte da população. São dois projetos que não devem cair. E quem não fizer o Minha Casa corre o risco de ficar alienado, porque o programa já responde por mais da metade do mercado. Olhando o futuro da Cyrela nos próximos cinco anos, acreditamos que os lançamentos do Minha Casa sejam em torno de 30%, enquanto os projetos de médio e alto padrão, 70%. Mas isso pode variar.

O sr. criou uma nova ONG. Qual o objetivo dela?

Ela se chama Bem Maior e engloba um conjunto de dez causas, como combate à pobreza, defesa do meio ambiente, ataque à corrupção na política, auxílio aos idosos, e assim por diante. A ideia é promover a cultura da doação e cutucar o povo brasileiro a doar mais. Nossa meta é multiplicar por dois o PIB social brasileiro, de 0,2% para 0,4%. Já temos uma presidente para a ONG, que é a Carola Matarazzo. Ela foi presidente da Liga das Senhoras Católicas por 18 anos, tem muita experiência. Quem não doa dinheiro, não doa dedicação de si, não doa o que puder, vai sofrer na alma. O dinheiro foi feito para gerar prosperidade. A lei de Deus é dar, não só guardar.

Fonte: Estadão.

Primeiro hotel subterrâneo do mundo está prestes a abrir na China.

Depois de quase 10 anos em construção, o Inter Continental Shanghai Wonderland abrirá suas portas em dezembro. A estrutura foi construída em uma pedreira abandonada que mergulha 80 metros abaixo do nível do solo.

Em síntese, o projeto de 61.000 m² foi elaborado pelo estúdio JADE + QA, em colaboração com a empresa de arquitetura britânica Atkins. A hospedaria foi construída em uma pedreira a 32 quilômetros de Xangai. No total, a iniciativa contou com um investimento de US$ 210 milhões.

O megaprojeto contou com 5.000 funcionários

Cerca 5.000 profissionais estiveram envolvidos no megaprojeto. Dentre eles, arquitetos, engenheiros, projetistas e trabalhadores da construção civil. A equipe de arquitetos contou com profissionais que participaram da construção do famoso Hotel Burj Al Arab, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O primeiro hotel subterrâneo do mundo

Só para ilustrar: o InterContinental Shanghai Wonderland é composto de 337 quartos. Em resumo, cada quarto tem uma varanda com vista panorâmica da pedreira de Shenkeng. Já a parte subaquática do hotel abrange um restaurante luxuoso, uma piscina e um centro de esportes.

Em suma, dezesseis dos 18 andares do hotel foram construídos abaixo do nível do solo. Além da acomodação de luxo, os hóspedes terão a oportunidade de desfrutar de esportes aquáticos no lago. Isso sem falar na possibilidade de praticar bungee jumping e escalada nas falésias ao redor.

O hotel abrirá oficialmente no dia 1º de dezembro de 2018. Os hóspedes poderão reservar os quartos a partir de 20 de novembro. De acordo com o site oficial, a estadia custará aproximadamente US$ 487 por noite. Após a inauguração, a hospedaria deverá receber em torno de 500 mil visitantes por ano.

Fonte: https://futuroexponencial.com/primeiro-hotel-subterraneo-mundo/

Isenção do IPTU

 

O STF estabeleceu que imóveis financiados pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da Caixa Econômica Federal, têm imunidade tributária e não pagam IPTU. Os imóveis pertencentes ao Programa são de propriedade da União, estando dessa forma abrangidos pela imunidade tributária recíproca, enquanto permanecerem nessa condição.

O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) é promovido pelo Ministério das Cidades, tendo a CAIXA como agente executor e o FAR – Fundo de Arrendamento Residencial – como financiador. Foi criado para ajudar municípios e estados a atenderem à necessidade de moradia da população que recebe até R$ 1.800,00 e que vive em centros urbanos. O PAR é desenvolvido em duas fases distintas. A primeira delas é a de compra de terreno e contratação de uma empresa privada do ramo da construção, responsável por construir as unidades habitacionais. Depois de prontas, as unidades são arrendadas com opção de compra do imóvel ao final do período contratado.

Luiz Fernando Melo explica que as diretrizes mais recentes do governo apontam para a concentrar os empreendimentos do PMCMV para áreas mais centrais das cidades, onde já existe infraestrutura básica instalada, inclusive com o objetivo de revitalização de centros urbanos, como prédios abandonados.

Fonte: CBIC ( Câmara Brasileira da Indústria e Construção ).

Comissão pode votar cota do Minha Casa Minha Vida para trabalhador da construção civil.

Os trabalhadores da construção civil poderão ter direito a uma cota de 5% das unidades produzidas no Programa Minha Casa Minha Vida. Projeto que trata do assunto poderá ser votado pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

A autora do projeto (PLS 331/2015), senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), alega que as exigências burocráticas do Minha Casa Minha Vida impedem que segmentos carentes de atendimento habitacional sejam beneficiados. No caso dos trabalhadores da construção civil, a senadora afirma que essa exclusão é “particularmente perversa”, uma vez que eles são a mão de obra responsável pelo programa.

A relatora é a senadora Regina Sousa (PT-PI), favorável à proposição. Já o senador José Medeiros (Pode-MT), apresentou voto em separado pela rejeição do projeto — que tramita em caráter terminativo. Se aprovado e não houver recurso para o Plenário, o projeto seguirá direto para a análise da Câmara dos Deputados.

Zona Verde

A comissão ainda vai analisar o projeto que trata da garantia de isenção de Imposto de Importação na compra de máquinas, insumos e equipamentos para as indústrias instaladas na Zona Franca Verde (PLS 68/2016). Criada em 2009 e regulamentada em 2015, a Zona Franca Verde engloba indústrias localizadas nas áreas de livre comércio de Tabatinga (AM), Macapá e Santana (AP), Guajará-Mirim (RO), Brasiléia e Cruzeiro do Sul (AC).

Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o projeto conta com o apoio do relator, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Se aprovada na CDR, a matéria seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde vai tramitar em caráter terminativo.

Fonte: www.12.senado.leg.br

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